Baseado em relatos indígenas, solo ‘Se eu Fosse Iracema’ faz curta temporada no Centro Cultural Justiça Federal

Do Rio Encena

Adassa Martins fala de mitos, rituais e da situação indígena no Brasil Foto: Imatra/Divulgação

A voz dos índios vai voltar a ser ouvida num palco de teatro. Depois de temporadas no Sesc Tijuca – onde estreou em 2016 – no Sérgio Porto e no Sesc Ipiranga (SP), além de passagens por cidades e festivais o país afora, o monólogo “Se eu Fosse Iracema” reestreia nessa quinta-feira (30), às 19h, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia. Com entradas a partir de R$ 10 (meia), a peça – a primeira do 1Comum Coletivo – protagonizada por Adassa Martins fica em cartaz só até 21/12, com sessões também às quartas, no mesmo horário.

Sob direção de Fernando Nicolau, Adassa interpreta o texto de Fernando Marques que fala de mitos, rituais e da atual situação do índio no Brasil a partir de uma carta escrita em 2012 pelos guarani e kaiowá. No documento, os povos indígenas pedem que seja decretada a sua morte em vez da expulsão de suas terras.

Além disso, o solo, que mistura teatro, dança e performance, carrega ainda trechos da Constituição de 1988, discursos de ruralistas e referências a trabalhos de autores, artistas, pesquisadores, ativistas e, claro, indígenas. Sobre o nome Iracema citado no título, trata-se de uma menção ao romance homônimo do escritor indianista José de Alencar, lançado em 1865.

No início deste ano, “Se eu Fosse Iracema” faturou os prêmios Shell, Aptr (Associação dos Produtores de Teatro do Rio) e Cesgranrio de Melhor Figurino com Luiza Fardin. Também no Aptr, recebeu indicações como Melhor Atriz e Melhor Autor, além de Melhor Atriz no Shell.