Autora Cecília Ripoll relembra sensação enquanto escrevia texto do drama ‘Rose’: ‘Perplexidade’

Luiz Maurício Monteiro

A personagem-título do espetáculo “Rose”, que estreia nessa segunda-feira (12), às 19h, no Teatro Sesi, no Centro, convive de perto com a desigualdade social do Brasil. Durante a semana, ela trabalha numa escola onde falta merenda para os alunos. Já aos sábados e domingos, como empregada doméstica, ela testemunha o desperdício de comida, tamanha a fartura, na casa de uma família de classe alta. Só que, nesta montagem, os problemas vão muito além da questão do alimento.

Eleita a melhor dramaturgia da turma 2017 do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, “Rose”, como adianta a autora Cecília Ripoll ao RIO ENCENA para a seção “Quem Encena”, trata não apenas de escassez de alimento, mas também de afeto, num ambiente familiar conturbado. Ela revela as reações que teve enquanto desenvolvia a trama inédita:

— Às vezes, eu escrevia e pensava: “Meu Deus, que horror essa figura!”. Mas ao mesmo tempo, uma perplexidade de pensar que esse tipo de gente existe de fato — constata Cecília.

Assista à entrevista na íntegra no vídeo abaixo:

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