Atores e diretores de ‘Martírio dos Ratos’ comemoram chance de apresentar texto censurado durante a ditadura

Luiz Maurício Monteiro

Desde que o RIO ENCENA completou dois anos no ar, no último dia 16, uma série de novidades vem sendo promovida. E uma delas é o “Quem Encena”, um quadro quinzenal de entrevistas por vídeo realizadas sempre dentro de um teatro – seja no palco, no camarim, na plateia… – com alguém que está encenando, apresentando um espetáculo interessante no circuito teatral carioca. A primeira edição – que inclusive inaugura nosso canal no Youtube, a Rio Encena TV (para se inscrever, clique aqui) – é com Wanderson Rosceno e Luan de Almeida, atores e diretores do drama “Martírio dos Ratos”.

No palco do Centro Cultural Justiça Federal, onde o espetáculo segue em cartaz até o próximo dia 04, a dupla falou da satisfação por estar podendo trabalhar com um texto censurado pela ditadura militar. O autor Iremar Brito escreveu em 1974 – um dos pontos altos dos anos de chumbo – a dramaturgia da peça, que logo em seguida acabou censurada, o que impediu artistas da época de encená-la. Então, somente agora, mais de 40 depois, Wanderson e Luan, da Portô – Coletivo de Arte, conseguiram levar à cena a obra que usa metáforas entre homens e ratos para falar sobre as consequências drásticas que o homem pode sofrer ao ser privado de sua liberdade. Confira no vídeo abaixo:

 

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