Após problemas, Casa de Baco muda critérios para receber peças de teatro: ‘Agora só com estrutura profissional’

Luiz Maurício Monteiro

A Casa de Baco já recebeu 10 peças desde que foi inaugurada em abril Fotos: Luiz Maurício Monteiro

Inaugurada em abril deste ano como um espaço alternativo para produtores de teatro, a Casa de Baco, na Lapa, está modificando alguns aspectos no perfil de sua programação. Insatisfeita com alguns problemas recentes, como dois calotes, um episódio de agressão verbal e sumiço de equipamentos, que acredita ter sido roubo, a proprietária Alice Steinbruck decidiu que a partir do ano que vem – as pautas que já estão fechadas para 2017 serão cumpridas – o local vai receber apenas espetáculos mais estruturados. Essa, inclusive, foi a solução encontrada para que casa, que já recebeu 10 peças desde que abriu as portas, não encerrasse suas atividades cênicas.

– Daqui para frente, a gente pretende focar em coisas maiores. Agora, para entrar na Casa de Baco, só espetáculo com uma estrutura mais profissional, com um produtor, com requerimentos que estejam de acordo com a casa – detalha Alice ao RIO ENCENA, completando: – Pensei em cancelar apresentações de teatro, mas recebi ligações de produtores, gente séria pedindo para eu não encerrar. E eu concordei que não seria justo punir todo mundo pela atitude amadora de alguns.

Alice chegou a pensar em encerrar as atividades teatrais da casa, mas voltou atrás

As mudanças traçadas pela atriz e empresária se estenderão também a dias e horários. Futuramente, as sessões de peças ficarão restritas apenas a sextas, sábados e domingos, e não a mais a dias alternativos como segundas, terças e quartas, que serão destinados a shows musicais.

Antes disso, ela pretende tirar estes dias para fazer reformas na casa. Com problemas no isolamento acústico da casa, que vinham originando reclamações de vizinhos, ela precisa fazer uma obra, exigida pela prefeitura, e optou pelas segundas e terças para realizá-las. Este, aliás, teria sido o estopim para o caso de agressão verbal.

Sobre questões financeiras, a proprietária revela que cobrava das produções teatrais R$ 300 por dia, num período de quatro horas, o que dava cerca de R$ 75 por hora. Já em dias de shows, basicamente só com as vendas no bar, o retorno era de R$ 1.500. E só de conta de luz, o gasto mensal vinha sendo de R$ 3.800, segundo ela, muito por causa das apresentações de peças.

Além destes problemas, Alice ainda encara o rompimento da sociedade com Sandro Rabelo. Sobre este assunto, no entanto, ela preferiu não comentar, já que ocaso corre “em sigilo jurídico”.

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