Após ‘pregão deserto’, Teatro do Jardim Botânico segue sem previsão para reabertura

Luiz Maurício Monteiro

O Teatro do Jardim Botânico, antigo Tom Jobim, está fechado desde janeiro de 2017 Foto: Divulgação

Estava previsto para ser anunciado no último dia 03 de julho o nome do novo administrador do Teatro do Jardim Botânico (antigo Tom Jobim), fechado desde janeiro de 2017. Entretanto, um “pregão deserto” frustrou as expectativas. Este é o termo utilizado quando um pregão eletrônico, modalidade de licitação pública, não recebe nenhuma proposta. Desde então, a direção do JBRJ (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) – órgão gestor do parque natural onde se encontra a sala –  vem apurando o porquê da falta de interesse por parte de empresas, o que a impede de estipular uma data para lançamento de um novo edital.

O RIO ENCENA entrou em contato com o JBRJ, que, através da assessoria de imprensa, não deu mais detalhes. Foi informado apenas que a tendência é que diretoria elabore um novo edital, mas também não está descartado o reaproveitamento do último. Outra probabilidade é que as eleições para presidente, governador, senador e deputados federal e estadual, que serão realizadas em outubro, não impeçam o início de um novo processo de licitação no segundo semestre.

De acordo com o último edital, a concessionária declarada vencedora assinaria um contrato para “o gerenciamento, a operacionalização e a execução das ações e serviços de cultura” no equipamento – pertencente à esfera deferal – por um período de cinco anos, podendo prorrogar por no máximo 20.

Para vencer o processo de licitação, as concorrentes deveriam cumprir algumas exigências, como, por exemplo, atuar no ramo de atividade compatível com o objetivo da licitação, ou seja, cultura, com o período mínimo de dois anos de experiência. Além disso, seria preciso fazer uma proposta com maior taxa mensal de ocupação, levando em consideração a contrapartida mínima mensal para a concessão prevista, que é de R$ 30.080, correspondendo a R$ 360.960 pelo prazo de um ano.

Mas, com a frustração do “pregão deserto”, o processo voltou à estaca zero, e o público carioca segue numa longa espera para ver um importante teatro da cidade ser reaberto.

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