‘Apatia Dinossauro’ chega ao Espaço Sergio Porto questionando alguns males do comportamento humano

Do Rio Encena

Fred Araújo, Julia Deccache e Breno Motta formam o elenco da peça Foto: Francisco Costa/Divulgação

O pano de fundo de “Apatia Dinossauro”, que entra em cartaz nesse sábado (28), às 19h, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto , no Humaitá, é falar do sofrimento e das dores inevitáveis a qualquer mortal que nasce neste mundo. Entretanto, o texto do autor debutante Caio Riscado, que também assina a direção, vai um pouco além e destrincha alguns comportamentos destrutivos do ser humano.

Encenado pelos atores Breno Motta, Frederico Araujo e Julia Deccache, o espetáculo retrata o individualismo presente numa sociedade plural; a indiferença a questões coletivas; as novas formas de relacionamento e interação que, com o avanço tecnológico, se tornam cada vez mais virtuais e, consequentemente, mais distantes.

Na trama, os personagens se conhecem numa espécie de programa de desligamento, que promete resetar, reprogramar o indivíduo. Assim, ele poderá escolher o que sentir, lembrar e selecionar que agentes externos podem ou não afetá-lo.

— “Apatia Dinossauro” fala do mal estar da contemporaneidade, tocando em temas como velocidade, ansiedade, consumo e sofrimento. Além disso, é também uma história de amor interrompida, um encontro fora de hora – como tudo aquilo que acontece e mexe com a gente porque foge do nosso controle. Para montar o espetáculo, que trabalha no título uma espécie de paradoxo, gostamos de pensar que nós somos os dinossauros, fugindo da apatia que frequentemente nos invade — acrescenta o autor e diretor.

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