Aderbal Freire-Filho entra em cartaz no Teatro Glauce Rocha após uma década longe dos palcos; entrada é franca

Do Rio Encena

Aderbal atua, dirige e ainda assina o testo de "Depois do Filme" Foto: Nil Canindé/Divulgação

Aderbal atua, dirige e ainda assina o testo de “Depois do Filme” Foto: Nil Canindé/Divulgação

Quando pisar no palco do Teatro Glauce Rocha, no Centro, nessa sexta-feira (25/11), às 19h, para estrear o espetáculo “Depois do Filme”, Aderbal Freire-Filho voltará a ter uma sensação com a qual não convivia há 10 anos: atuar no teatro. Tal retorno, inclusive, acontece em grande estilo. Além de interpretar todos os personagens da trama, ele ainda assina direção e dramaturgia deste monólogo que inaugurou, em 2011, o Teatro Poeirinha – espaço anexo ao Poeira, em Botafogo. Com entrada franca, a peça faz apenas mais seis apresentações. Nos dias 26 e 27 de novembro, além de 1º, 02, 03 e 04 de dezembro, sempre às 19h.

– “Depois do Filme” poderia ser uma superprodução, uma peça de grande elenco. Mas como tinha praticamente abandonado o ofício de ator e passado a vida ensaiando do ‘lado de fora’, vendo atores e atrizes se divertirem, decidi me vingar fazendo todos os personagens – brinca Aderbal.

Em cena, o protagonista é Ulisses, o mesmo do longa-metragem “Juventude” (2008), de Domingos de Oliveira, vivido pelo próprio Aderbal. Após o fim do filme, o personagem “migra” para o espetáculo – que foi escrito anos depois – a fim de se confrontar mais uma vez com a vida real, o que o leva a um processo de decadência. Obcecado pela falsa juventude, ele alimenta sonhos, mas nota que o corpo já não corresponde.

Diante desta questão, Ulisses vê como caminho conquistar novas amigas e andar por lugares onde esteve ao longo da juventude, como o Cine Vitória, cenário de sua tentativa frustrada de entrar na tela, como se fosse Burt Lancaster. Essa situação, contudo, é só mais um exemplo da dificuldade que ele tem de separar suas lembranças da realidade.

Aliás, experiência em acumular funções é o que não falta na carreira de mais de 40 anos do artista. Como ator e diretor, trabalhou em peças como “A morte de Danton”, “Ay, Carmela” e “Luzes de Bohemia”, entre outras. Já em relação a solos, “Depois do Filme” é apenas mais um para o currículo de diretor de Aderbal. Na lista, estão “Apareceu a Margarida”, com Marília Pêra; “Corpo a Corpo”, com Gracindo Jr.; “Duas ou Três Coisas que eu sei Dela, a Vida”, com Domingos de Oliveira; e “A Ordem do Mundo”, com Drica Morais.

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