‘Abas’, sobre a vulnerabilidade da mulher na sociedade, chega ao Espaço Sérgio Porto para curta temporada

Do Rio Encena

Carolina Ferman atua e canta 10 músicas ao vivo durante o solo Foto: Júlio Ricardo/Divulgação

Depois de ser atração das ocupações “Ovárias” e “Sede de Mulheres”, o espetáculo “Abas” ganhou uma temporada própria. Sobre a vulnerabilidade da mulher na sociedade, o solo musicado estreia nesse sábado (31), às 19h30, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá, onde fica apenas até 22 de abril com sessões também quartas, quintas, sextas e domingos, no mesmo horário. O monólogo é apresentado por Carolina Ferman, que também assina o texto ao lado de Mateus Di Santos e do diretor Felipe Storino, responsável também pelas músicas originais.

No palco, Carolina Ferman atua e canta 10 canções que costuram um questionamento sobre o que é ilegal numa sociedade e o que ainda é tabu. A ideia é convocar o público a refletir sobre a autonomia e a liberdade que cada indivíduo possui dentro da própria estrutura social. Diante de uma estrutura fragmentada, o espectador é posto em contato com diversos discursos musicados, inclusive, alguns inspirados em textos já existentes, como, por exemplo, o poema “A infanticidade Marie Farrar”, de Bertold Brecht.

Com 10 anos de carreira e 18 espetáculos no currículo, Carolina Ferman está se aventurando pela primeira vez numa novela com Lucíola, sua personagem em “Deus Salve o Rei” (T Globo).  Por falar em “primeira vez”, “Abas” é a estreia de Felipe Storino como diretor teatral. Suas experiências anteriores foram como diretor musical em montagens como “Caranguejo Overdrive”, da Aquela Cia e Teatro, que faturou oito prêmios em 2015, e “Projeto Brasil” da Cia Brasileira.

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