‘A Marca da Água’: diretor Paulo de Moraes comenta trabalho do elenco em tanque d’água no palco: ‘Complexo’

Luiz Maurício Monteiro

No teatro, é fundamental para atores – e também espectadores – abusar da imaginação. É prática, por exemplo, manusear um objeto inexistente ou admirar uma paisagem que não se vê com os olhos. Já com “A Marca da Água”, em cartaz no Teatro da Caixa Nelson Rodrigues, a situação é um pouco diferente. A piscina da casa da protagonista, uma mulher que sofre com uma doença neurológica, está ali no palco. Não em tamanho real, claro, mas com água de verdade. E embora não seja comum um tanque de mais de 1.500 litros numa peça, o diretor Paulo de Moraes, responsável pela ideia, garante que não é trabalhoso montá-lo e desmontá-lo. Já o trabalho dos atores lá dentro…

Em entrevista ao “Quem Encena”, quadro da RIO ENCENA TV, Paulo – que assina o texto com Maurício Arruda Mendonça – comenta a dificuldade do elenco para trabalhar com o elemento água, pouco usual no teatro.

— Para os atores, foi bem complexo. Tem um certo desconforto de temperatura, de equilíbrio… Mas ao mesmo tempo, traz um estado de atenção, de alerta… Então foi uma pesquisa incrível, que chegou num resultado muito bacana — destaca Paulo, que já viajou com a peça, desde a estreia em 2012, por outras nove cidades brasileiras e até para festivais internacionais no Uruguai, na China e na Escócia.

No vídeo abaixo, o diretor fala um pouco mais da estrutura do tanque e da trama da peça. Confira:

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